FORÇA AÉREA BRASILEIRA Asas que Protegem o País
Instituição Nacional de Defesa

FORÇA AÉREA BRASILEIRA

"Senta a Púa! — Asas que Protegem o País"

A Força Aérea Brasileira (FAB) é o ramo aéreo das Forças Armadas do Brasil e a maior força aérea da América Latina em número de aeronaves e pessoal. Com a missão precípua de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, a FAB opera em uma área estratégica de 22 milhões de quilômetros quadrados, conhecida como a Dimensão 22.

O BRASÃO DA FAB

Gladius Alado & Cruzeiro do Sul

O Símbolo da Força Aérea Brasileira é composto pelo Gladius (espada romana), representando o Poder Militar, sobreposto às Asas Espalmadas que simbolizam a Aviação e a agilidade da vigilância aérea.

Seção 01

1. História e Criação do Ministério da Aeronáutica

A Força Aérea Brasileira foi oficialmente criada em 20 de janeiro de 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei nº 2.961. A medida unificou as antigas aviações do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil sob um único comando: o Ministério da Aeronáutica, chefiado inicialmente por Joaquim Pedro Salgado Filho.

O grande batismo de fogo da recém-criada instituição ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. O 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), conhecido pelo lendário brado de guerra "Senta a Púa!", foi enviado à Itália integrando a 1ª Esquadrilha de Ligações e Observação (1ª ELO) e a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A bordo dos caças Republic P-47D Thunderbolt, os aviadores brasileiros realizaram 445 missões de combate na Campanha da Itália, destacando-se na Batalha de Monte Castello e na região de Bolonha. Pelo heroísmo e eficácia demonstrados, o 1º GAVCA foi condecorado com a Presidential Unit Citation dos Estados Unidos.

Nas décadas seguintes, a FAB expandiu suas operações para a integração territorial através do Correio Aéreo Nacional (CAN), abrindo pistas de pouso na Amazônia e levando assistência médica, educacional e suprimentos a comunidades isoladas.

Aeronave Militar Histórica FAB

Tradição & Heroísmo

P-47 Thunderbolt do 1º GAVCA na Itália (1944). A bravura dos pioneiros moldou a identidade operacional da Força Aérea Brasileira.

"A vitória sobre os céus da Itália consolidou o profissionalismo e a determinação do aviador militar brasileiro."
Seção 02

2. Organização, Comandos Aéreos e Estrutura

A estrutura da Força Aérea Brasileira é subordinada ao Ministério da Defesa e chefiada pelo Comandante da Aeronáutica. A FAB passou por reestruturações administrativas e operacionais sob o programa FAB 100, visando aumentar a eficiência de pronto-emprego e a interoperabilidade.

A organização é dividida em Grandes Comandos especializados:

  • ▪
    COMPREP (Comando de Preparo): Responsável por fixar os padrões de eficiência, doutrina e treinamento operacional das tripulações e unidades de combate.
  • ▪
    COMAE (Comando de Operações AEROESPACIAIS): Comando conjunto incumbido de planejar, coordenar e executar a defesa e o controle do espaço aéreo brasileiro.
  • ▪
    DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo): Gerencia o tráfego aéreo civil e militar em todo o território nacional e águas jurisdicionais.
  • ▪
    COMGAP & SECaer: Responsáveis pelo apoio logístico, suprimento de peças, engenharia e desenvolvimento tecnológico de ponta.
Centro de Controle Operacional da FAB

Centro de Operações Conjuntas

Supervisão estratégica permanente do espaço aéreo e coordenação de satélites de defesa e comunicações (SGDC).

7 Comandos Aéreos Regionais (COMAR)
+65.000 Efetivo de Militares Ativos
Seção 03

3. Principais Aeronaves e Capacidades Operacionais

A Força Aérea Brasileira opera um acervo diversificado de vetor aéreo projetado para cobrir múltiplas doutrinas: caça, transporte tático, patrulha marítima, busca e salvamento (SAR), reconhecimento e instrução.

Entre as principais vetorizações operacionais destacam-se:

F-39 Gripen (Caça Supreia Aérea)

Aeronave caça de 4.5ª geração desenvolvida em parceria entre a SAAB e a Embraer. Equipado com radar AESA e aviônica avançada, substituiu a frota de F-5EM/FM no Esquadrão Jaguar.

KC-390 Millennium (Transporte Multimissão)

Orgulho da indústria bélica nacional, desenvolvido pela Embraer. Capaz de realizar reabastecimento em voo (REVO), evacuação aeromédica, combate a incêndios e lançamento de paraquedistas.

A-29 Super Tucano (Ataque Leve e Interceptação)

Projetado para policiamento de fronteira, contra-insurgência e formação avançada de caçadores da Esquadrilha da Fumaça e Esquadrões de Caça.

Caça F-39 Gripen da FAB em voo

Vetor de Caça de Última Geração

O F-39 Gripen representa o estado da arte na defesa da soberania do espaço aéreo brasileiro.

Aeronaves em Serviço +500 Unidades
Patrulha Marítima P-3AM Orion & P-95
Seção 04

4. Missões Humanitárias, Integração e Defesa de Fronteiras

Além da missão constitucional de defesa armada, a Força Aérea Brasileira desempenha um papel fundamental na coesão e desenvolvimento social do Brasil. Por meio das Ações Subsidiárias, a FAB atua de maneira decisiva em crises humanitárias e desastres naturais.

Durante a pandemia de COVID-19 (Operação COVID-19), o Esquadrão Gordo e o Esquadrão Zeus operaram pontes aéreas ininterruptas para transporte de oxigênio líquido, UTIs móveis e vacinas para regiões de difícil acesso na Amazônia Legal.

Em termos de soberania territorial e vigilância, a FAB opera o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e realiza a interceptação de voos ilícitos decorrentes do tráfico internacional através da Lei do Abate (Decreto nº 5.144/2004).

A vertente de Busca e Salvamento (SAR), representada pelo lendário Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), mantém alerta permanente de 24 horas para localizar tripulações e embarcações em perigo ao longo da costa atlântica brasileira.

Operação de Ajuda Humanitária FAB

Integração & Apoio Social

Apoio a terras indígenas, evacuação aeromédica e transporte de mantimentos em emergências climáticas.

Pronto-Emprego 24/7

Esquadrões de alarme e busca em constante vigília para responder a qualquer emergência nacional.

Seção 05

5. Modernização, Tecnologia Espacial e Futuro

O futuro da Força Aérea Brasileira está intimamente ligado à inovação tecnológica e ao domínio do setor espacial. Sob a coordenação do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) em São José dos Campos, a FAB projeta a autonomia tecnológica nacional.

No programa espacial, destaca-se o Centro Espacial de Alcântara (CEA) no Maranhão, uma das posições de lançamento mais privilegiadas do planeta devido à proximidade com a linha do Equador, reduzindo em até 30% o consumo de combustível de foguetes.

Além disso, o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) prevê a operação contínua de nano-satélites de observação da Terra (como a constelação Carponis) e o desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites VLM.

Tecnologia Espacial e Satélites FAB

Fronteira Espacial

Soberania através da tecnologia espacial, monitoramento orbital e dados geoespaciais em tempo real.

DCTA & ITA

Formação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), referência mundial em engenharia aeroespacial.

Seção 06
Conceito Operacional Estratégico

DIMENSÃO 22

"Controlar, Defender e Integrar 22 Milhões de Quilômetros Quadrados"

A Dimensão 22 sintetiza a responsabilidade da Força Aérea Brasileira sobre uma área que excede em muito o território continental do país. Compreende 8,5 milhões de km² de área terrestre e mais de 13,5 milhões de km² de espaço aéreo sobre águas jurisdicionais do Atlântico Sul (Zona Econômica Exclusiva e área de busca e salvamento sob responsabilidade do Brasil em acordos internacionais).

Controlar Gestão e segurança de todos os voos no espaço aéreo atribuído.
Defender Interdição e neutralização de ameaças hostis à soberania.
Integrar Conexão de comunidades isoladas e suporte ao desenvolvimento.
Poder Aeroespacial Brasileiro